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Ordem no Planalto é deixar Temer agir e se expor como um ‘traidor’

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Estratégia do Planalto é expor o vice-presidente como um articulador da conspiração contra o governo / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo adotou a estratégia de evitar ao máximo o confronto com o vice-presidente Michel Temer que tem se movimentado em conversas com opositores da presidente Dilma Rousseff e levantado um clima de desconfiança sobre sua lealdade.

As afirmações e reafirmações de Dilma sobre a confiança no vice tem o objetivo de deixar para Temer a iniciativa de um possível rompimento. As rugas expostas pelo vice-presidente na noite de ontem em uma rede social sinalizam que a estratégia pode dar resultado.

Além disso, existem avaliações de dentro do Planalto de que Temer, com seus movimentos e com o seu silêncio sobre o pedido de impeachment, tem construído a imagem de traidor, em vez de da postura esperada de um vice.

Interlocutores da presidente evitam criticar diretamente o vice, mas atribuem a postura obscura a um erro de parlamentares que estão no entorno do vice.

Para ministros mais próximos, o entorno de Temer comete um erro básico na politica que é passar a imagem de conspiração, em vez de construir a ideia de um vice que sai mais forte do processo por ter ajudado Dilma a superar a crise política.

Some-se a isso, a avaliação interna de que o governo conseguirá votos suficientes para derrotar a proposta de impeachment ainda na comissão especial criada para votar o assunto.

Para o governo, a oposição tem subestimado a mobilização das ruas contra o impeachment que deverá ser engrossada, na avaliação do Planalto, por pessoas que não apoiam a presidente, mas também não aceitam o impeachment, sem um motivo que legalmente o justifique.

A oposição, de acordo com o governo, não dimensiona corretamente o ambiente a ser criado nas ruas por quem não apoia Dilma, mas considera o pedido de impeachment um “rompimento democrático”.

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Michel Temer: o vice-presidente se rebelou e criticou Dilma nas redes sociais / Foto: Charles Sholl/Futura Press

Um dos fatores que tem tranquilizados interlocutores da presidente tem sido medido pelos auxiliares de Dilma nas redes sociais.

Antes do pedido de impeachment ser encaminhado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Dilma contava com 15% de menções positivas nas redes sociais. Depois disso, Dilma, segundo interlocutores, obteve uma media de 25% de menções favoráveis.

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Fonte: Último Segundo

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