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Curitiba; Homem que combinou cobrança de dívida com advogado morto em posto de Curitiba diz que ‘não acreditava que o pior aconteceria’, veja o vídeo

Foto: Reprodução vídeo

O homem que combinou a cobrança de uma dívida que terminou com duas pessoas mortas a tiros em um posto de combustíveis, no Centro de Curitiba, na quinta-feira (11), disse em depoimento à Polícia Civil que “não esperava que o pior aconteceria”.

Em depoimento, ele contou que vendeu pedras preciosas – obtidas de um fornecedor de São Paulo – ao empresário Bruno Ramos Caetano, que foi preso nesta sexta-feira (12), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, suspeito de ser o mandante do crime.

A testemunha, que é ourives, disse que vendeu R$ 480 mil em esmeraldas e diamantes ao empresário no fim do ano passado e que, desde então, não recebeu. Ele afirmou que estava recebendo cobranças do fornecedor – a quem tem que pagar R$ 150 mil.

Advogado Ygor Kalluff foi morto durante um acerto de contas em um posto de combustíveis, em Curitiba — Foto: Arquivo pessoal

Conforme o depoimento, a testemunha mencionou a dívida em conversa com o advogado e amigo dele Ygor Kaluff, de 40 anos, uma das vítimas. A versão do ouvires indica que a ideia de fazer a cobrança ao empresário pessoalmente, em nome do fornecedor, foi do próprio advogado.

Ygor foi ao local acompanhado de um amigo chamado Henrique Mendes Neto. Os dois foram mortos à queima roupa na loja de conveniências de um posto de combustíveis na Rua Brigadeiro Franco. A testemunha também estava no local.

A defesa do empresário Bruno Ramos Caetano afirmou que vai se manifestar oportunamente.

A família do advogado disse que Ygor Kaluff deixa dois filhos, uma esposa e uma mãe que dependia financeiramente dele.

G1 tenta localizar os advogados da família de Henrique Mendes Neto.

Ação na loja de conveniência

De acordo com o depoimento, a testemunha, que é tratada pela polícia como sigilosa, foi ao posto com o empresário, conforme o combinado. O suspeito estava com mais três pessoas que, segundo a polícia, estavam armadas.

O ourives afirmou que o advogado disse que a dívida teria que ser “paga com veículo ou alguma outra coisa” e que o advogado questionou o homem de barba grisalha que acompanha o empresário sobre estar olhando para ele desde que entrou no local.

Câmeras da loja de conveniência registraram o crime, na tarde desta quinta-feira (11), em Curitiba — Foto: Câmera de segurança

“Falou isso em tom intimidador, ao que o rapaz com barba respondeu algo que não foi ouvido pelo depoente, tirando uma arma de fogo da cintura, fato que assustou o depoente”, diz trecho do depoimento.

Após o homem sacar a arma, a testemunha conta que se levantou e chegou a segurar o braço do rapaz pedindo calma. Tanto o homem com a arma quanto o empresário pediram para a testemunha sair da loja, segundo o depoimento. Momentos depois, os disparos foram ouvidos.

Outra testemunha, que foi ouvida pela RPC, contou que estava no local no momento do crime. A testemunha disse que um dos homens falou para todo mundo sair do local e ficar somente Ygor e Henrique.

Imagens de câmeras de segurança mostram suspeito de ser mandante do crime sentado à mesa com vítimas, em Curitiba — Foto: Divulgação/PCPR

Ainda de acordo com o depoimento do homem que diz ter vendido as pedras preciosas, o empresário o procurou depois do crime, por telefone, para marcar um encontro. Segundo ele, era para combinar o que iriam dizer sobre o caso. Ele disse que não compareceu.

Depoimento do suspeito

No depoimento, segundo a delegada Tathiana Guzella, responsável pela investigação, o empresário disse que não sabia o nome dos homens que estavam armados e que contratou apenas um, contudo, três apareceram no local.

O empresário negou ter dado ordem para execução e que a intenção era se proteger. “Ou seja, ele [o suspeito preso] não sabe de nada. Ele mentiu no interrogatório em alguns pontos”, acrescentou a delegada.

A polícia informou que o empresário pode responder por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, mediante dissimulação, e por assegurar a impunidade outro crime.

Duas pessoas morreram após serem baleadas, no Centro de Curitiba — Foto: Carolina Wolf/RPC

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu a conversão da prisão do suspeito para preventiva – por tempo indeterminado -, mas até a última atualização da reportagem não havia decisão da Justiça.

Ainda segundo a delegada, os suspeitos de atirar e outro homem armado foram identificados. Até a última atualização desta reportagem, eles não tinham sido presos.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná informou que acompanha as investigações porque Ygor morreu no exercício da profissão.

Câmeras de segurança

As imagens gravadas pelas câmeras do estabelecimento mostram um homem de barba grisalha e outro, de roupa preta, próximo ao caixa. O primeiro homem aparece falando com um grupo que estava perto das geladeiras.

Em seguida, o homem sacou uma arma, e um outro homem, que aparecia de costas nas imagens, se virou e também sacou uma arma.

O homem de barba grisalha permaneceu com a arma na mão, enquanto o suspeito vestido de roupa preta saiu da loja.

Depois, o suspeito de barba grisalha andou pela loja e fez menção de guardar a arma, no mesmo momento em que o homem de preto voltou, acompanhado de outra pessoa, usando uma jaqueta.

Ele apontou para a direção da mesa onde estava um grupo de pessoas.

O homem de jaqueta e o de barba grisalha atiraram várias vezes contra Ygor Kaluff e Henrique Neto. Após os tiros, os suspeitos fugiram do local.

Veja o vídeo da execução abaixo:

Vídeo: Reprodução Youtube/De Olho São José
  • Esta matéria é original do site G1 PR.

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Fonte: RPC TV / G1 PR

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