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Condenado por tortura o ex-delegado que comandou o caso menina Tayná, a pena é de 9 anos

Tayná Adriane da Silva tinha 14 anos quando foi morta, em 2013 / Foto: Reprodução/RPC TV

O ex-delegado do caso Tayná Silvan Rodney Pereira foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão por torturar homens que foram suspeitos da morte da adolescente.

A informação foi confirmada pelo promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Denilson Soares de Almeida.

A decisão do juiz Hermes da Fonseca Neto, da 1ª Vara de Colombo, é de quinta-feira (15).

Silvan Rodney Pereira era responsável pela Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, e foi o primeiro delegado a investigar a morte da Tayná Adriane da Silva. Ela tinha 14 anos quando foi morta, em 2013.

O então delegado chegou a ser preso, mas foi solto meses depois. Até hoje, o crime não foi desvendado.

Outros condenados

Dois investigadores da Polícia Civil também foram condenados. Um a nove anos e quatro meses de prisão de tortura, e o outro a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de tortura e estupro dos suspeitos.

Com a condenação, os três perdem os cargos e ficam proibidos de assumir outra função pública. Entretanto, eles podem recorrer da decisão em liberdade.

Neste processo, o Gaeco denunciou 16 pessoas: 14 policiais civis, um ex-policial militar e um policial militar. Os demais denunciados não foram condenados pela Justiça.

Silvan Rodney Pereira foi condenado por tortura / Foto: Reprodução/ RPC TV

Relembre o caso

Tayná desapareceu em 25 de junho de 2013. O corpo foi encontrado três dias depois por moradores em um terreno em frente a um parque de diversões.

O crime da adolescente – morta após ser estuprada – chocou os moradores do bairro, que protestaram e provocaram um incêndio no parque.

Logo depois do crime, homens foram presos pela Polícia Civil e assumiram a autoria. Contudo, os suspeitos voltaram atrás e disseram em depoimentos que só confessaram a culpa porque foram vítimas de tortura dentro da delegacia.

Desaparecimento de Tayná

À época, a mãe de Tayná, Cleuza Cadomá da Silva, relatou que a filha tinha saído de casa para ir até a casa de um amigo. Como ele não estava em casa, a garota seguiu para a casa de uma amiga.

Tayná chegou a mandar uma mensagem de texto pelo celular para a mãe dizendo que estava voltando para casa, mas desapareceu.

“Esse crime não vai ficar impune porque eu não vou deixar. Eu sempre vou correr atrás, eu quero notícia, eu quero informação (…). Meu coração está despedaçado”, desabafou.

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Programa de proteção

Os quatro homens que foram presos pela polícia como autores do crime entraram no programa de proteção a testemunhas foram levados para outro estado, em julho de 2013.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) explicou, na época, era necessário garantir a integridade física deles, já que eram testemunhas da suposta tortura.

Fonte: RPC TV /  G1

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