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Tráfico – Quem é Mary Hellen, brasileira presa na Tailândia por tráfico de drogas

Foto: Reprodução

A brasileira Mary Hellen Coelho Silva, 22 anos, está presa na Tailândia acusada de tráfico internacional de drogas. Ela foi detida, assim como outros dois brasileiros, ao desembarcar no aeroporto de Bangkok com 15,5 kg de cocaína nas malas.

A jovem sonhava em abrir uma loja de doces e bolos na cidade de Pouso Alegre, em Minas Gerais, onde mora. A mãe enfrenta um câncer há três anos e está na fase terminal da doença e Mary Hellen sonhava em ajudar no tratamento.

Ela é a filha do meio de cinco irmãos e divia casa com um deles, a estudante de enfermagem Mariana Coelho, 27 anos. Para focar em trabalhar, ela deixou os estudos, mas fazia planos de voltar ao Ensino Médio esse ano.

Desde então, foram vários trabalhos. Ela vendeu roupas, trabalhou fazendo bolos e foi atendente de uma churrascaria, o último emprego antes de seguir para Tailândia. Uma semana antes da viagem, ela pediu demissão, mas não contou para ninguém da família.

Ao Uol, a irmã Mariana conta que Mary Hellen nunca teve envolvimento com o crime. Ela não tem passagem pela polícia. A jovem nunca tinha saído do país e a família não sabia da viagem.

Melhor amiga de Mary Hellen, Angelique Sanches acha que ela foi enganada por alguém para estar na situação. Ela criou uma campanha para que Mary Hellen cumpra a pena no Brasil. 

“A Mary Hellen era muito inteligente. Não iria transportar drogas e ainda mais fora do país. Algum menino deve ter chamado ela para ir pra Curitiba, devem ter tirado o passaporte por lá e depois ido pra fora do país. Ela é ‘correria’. Trabalha para conquistar as coisas dela. Já trabalhou em pastelaria, lanchonete. Não precisava disso”, diz, em entrevista ao Uol.

Nas redes sociais, além de viagens para locais como Rio, a jovem posta fotos mais arrumada e também aparece com maconha, além de fazer posts defendendo a liberação da droga. Uma amiga diz que é a única droga que ela consome. “Já a vi fumando maconha, como eu também fumo. Mas é só isso. Consumo próprio. Ela nunca usou outras coisas e muito menos vendia. Tenho certeza que ela foi enganada”.

A irmã Mariana diz que a preocupação é evitar que Mary Hellen seja condenada à pena de morte, o que é possível na Tailândia. A família não tem um advogado especializado em casos internacionais e apela por ajuda. “Esse caso tem que chegar à Presidência da República. Se ela errou ela tem que pagar, mas com prisão, no país dela. Não pena de morte”, defende.

A embaixada de Bangkok acompanha o caso, segundo o Itamaraty.

Fonte: Correio24horas

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