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Brasil – Ministério da Justiça e Segurança Pública lança campanha de coleta de DNA para auxiliar famílias na busca de pessoas desaparecidas

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Para auxiliar na identificação de pessoas desparecidas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou no dia, (25/05), a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A data marca o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas.

Baseada em experiências exitosas nacionais e internacionais, a iniciativa tem como objetivo principal coletar materiais biológicos de familiares de pessoas desaparecidas com o intuito de realizar busca no Banco Nacional de Perfis
Genéticos (BNPG).

A coleta será realizada entre os dias 14 e 18 de junho em todos os Estados e Distrito Federal. A campanha é uma iniciativa do Ministério em parceria com as Secretarias de Segurança Pública. “Nunca houve uma política coordenada de busca de pessoas desaparecidas, essa questão ganha prioridade no governo Jair Bolsonaro.

A busca e localização de pessoas desaparecidas é uma questão urgente. Precisamos dar uma resposta às milhares de famílias que vivem esse drama diariamente”, afirma o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

Todo o material recolhido será utilizado com a finalidade exclusiva de identificação de pessoas desaparecidas por intermédio do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). O Banco é coordenado pelo Ministério da Justiça e
Segurança Pública.

De forma totalmente voluntária, a coleta deve ser feita, preferencialmente, por familiares de 1° grau da pessoa desaparecida, seguindo a ordem de preferência: pai e mãe; filhos; irmãos.

O DNA do próprio desaparecido também poderá ser extraído de itens de uso pessoal, tais como: escova de dentes, escova de cabelo, aparelho de barbear, aliança, óculos, aparelho ortodôntico, dente de leite, amostra de cordão
umbilical. Esses materiais também poderão ser entregues nos pontos de coleta da Campanha.

Onde fazer a coleta

Parentes de pessoas desaparecidas deverão procurar o local indicado por cada uma das Secretarias de Segurança Pública, nas 27 Unidades da Federação, onde fornecerão seus dados e seu DNA. É necessário, no ato da coleta, assinar
um Termo de Consentimento.

Confira todas as informações em gov.br/mj/desaparecidos

Atualização do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas

A oportunidade será utilizada, também, para coletar e atualizar os dados de pessoas desaparecidas. De acordo com a base de dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, os estados com maior número de registro de ocorrências
de desaparecimento são Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Atualmente, constam cerca de 57 mil boletins de ocorrência de pessoas desaparecidas e não localizadas. Somente nos últimos dois anos, foram incluídos 22 mil boletins no sistema.

Comitê Gestor

Também nesta terça-feira (25), será realizada a primeira reunião do Comitê Gestor da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Instituído pelo Decreto n°10.622, de 9 de fevereiro de 2021, o Comitê atuará no
desenvolvimento de estudos, debates e pesquisas, bem como políticas voltadas ao tema, além de promover a articulação entre os órgãos de segurança das diversas esferas administrativas (federal, estadual e municipal) para o
mapeamento, prevenção e busca de pessoas desaparecidas.

O Comitê também poderá apresentar propostas de edição e de alteração de atos legislativos e normativos, além de elaborar estratégias de acompanhamento e avaliação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas
O colegiado será coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, além de representantes indicados pelos ministérios da Cidadania e da Saúde,
do Poder Judiciário, Ministério e Defensoria Públicos, peritos criminais, Conselhos Tutelares, de Direitos Humanos, além da sociedade civil.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública / Via: Polícia Federal de Guaíra

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