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Em Guaratuba-PR justiça manda prender condenada por morte de menino em 1992

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Evandro Caetano / Foto: Arquivo da família

A Justiça do Paraná voltou a determinar a prisão imediata de Beatriz Cordeiro Abagge. Ela e a mãe, Celina Abagge, foram condenadas pela morte do menino Evandro Caetano. De acordo com o Ministério Público (MP-PR), o crime ocorreu em 1992, em Guaratuba, no litoral do estado, e o menino de seis anos foi assassinado durante um ritual de magia negra. Beatriz é considerada foragida.

A condenação de 21 anos e quatro meses de prisão pela morte de Evandro foi anunciada no dia 28 de maio de 2011, mas Beatriz recorria da decisão em liberdade.

Em abril de 2016, a 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba já havia determinado a prisão baseada em um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que decisões em segundo grau devem ser cumpridas imediatamente.

Ao G1 o advogado Samir Assad explicou que logo após a determinação da prisão pelo Tribunal do Júri o TJ cassou a decisão e incumbiu a Vara de Execuções Penais (VEP) de analisar o pedido de indulto – perdão da pena – feito pela defesa.

“A VEP não analisou e devolvou o processo para o Tribunal do Júri, que não aceitou o indulto e redecretou a prisão na sexta-feira (3). A Beatriz ainda não foi informada oficialmente. Ela tem interesse em cumprir o que a Justiça determinar, mas não deve se apresentar até que a gente analise esta nova situação”, comentou Assad.

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Beatriz Cordeiro Abagge e Celina Abagge / Foto: Arquivo de Ética no Jornalismo

‘As bruxas de Guaratuba’
O caso ficou conhecido como “As bruxas de Guaratuba”. Evandro Ramos Caetano, de seis anos, desapareceu em abril de 1992 quando ia para a escola. O corpo dele foi encontrado cinco dias depois “com lesões semelhantes às percebidas em sacrifícios de animais, como amputação de membros e retirada do coração”, como afirmou o promotor de Justiça do Tribunal de Júri de Curitiba, Paulo Sérgio Markowisz de Lima.

No primeiro julgamento, em 1998, Beatriz e a mãe, Celina, haviam sido absolvidas. Antes disso, ela ficou presa por cinco anos e nove meses.

Dois pais-de-santo e um ajudante foram condenados pelo crime em 2004. No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão e conseguiu, através do Supremo Tribunal Federal (STF), um novo julgamento. Porém, apenas Beatriz foi julgada novamente. Para a mãe, Celina, o crime prescreveu porque ela já tinha 70 anos.

“Sou inocente e vou continuar gritando minha inocência”, afirmou Abagge na saída do Tribunal. Ela foi condenada por quatro votos contra três do júri popular.

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Fonte: RPC TV/G1 PR

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