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No Paraná a campanha de vacinação contra a febre aftosa deu início no último domingo

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Campanha contra febre aftosa de 1° A 31 de maio / Foto: Reprodução Google

O Paraná inicia neste domingo, 1º de maio, a primeira etapa de vacinação de bovinos e búfalos contra a febre aftosa. A expectativa do Governo do Estado é que 4,1 milhões de cabeças sejam vacinadas até 31 de maio, quando termina a campanha.

Devem ser imunizados animais com até 24 meses de idade, de acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná – Adapar, órgão responsável pela gestão da campanha contra febre aftosa no Estado.

Depois de vacinar o rebanho, o criador tem até o dia 31 de maio para comprovar a realização da vacina. Quem não comprovar estará sujeito à multa de R$ 915,70 para produtor com até 10 animais na idade para vacinação obrigatória. Para quem tiver mais de 10 animais em idade obrigatória e não vacinados, estará sujeito à multa de R$ 91,57 por animal não vacinado.

REGISTRADOS – A Adapar recomenda comprar a vacina diretamente nos estabelecimentos registrados e autorizados pela Agência. A vacina deve ser mantida entre 2 e 8 graus, tanto no armazenamento e transporte, quanto durante o processo de vacinação do gado.

A Agência recomenda, também, adquirir a vacina nas datas mais próximas da aplicação planejada, evitando assim o armazenamento na propriedade por períodos prolongados. Esta medida diminui os riscos que podem comprometer a qualidade e a eficiência da imunização durante a vacinação.

STATUS – O Paraná detém o status internacional de Livre de Febre Aftosa Com Vacinação e está há 10 anos sem registro de febre aftosa no seu território, assim como também não há registro da doença nas Américas desde 03 de janeiro de 2012.

Febre Aftosa

Doença infecciosa aguda, causada por vírus, sendo uma das mais contagiosas que atingem os bovinos, búfalos, ovinos, caprinos e suínos. Causa febre, seguida do aparecimento de vesículas (aftas) principalmente na boca e nos cascos, dificultando a movimentação e alimentação dos animais, o que acarreta elevada e rápida perda de peso e queda na produção de leite, tendo como consequência grandes prejuízos na exploração pecuária.

O vírus está presente no epitélio e fluido das vesículas e também pode ser encontrado no sangue, saliva, leite, urina e nas fezes dos animais afetados. Qualquer objeto contaminado com uma dessas fontes de infecção torna-se uma perigosa fonte de transmissão da doença de um rebanho a outro. Os animais contraem o vírus por contato direto com outros animais infectados ou por alimentos e objetos contaminados.

A doença é transmitida pela movimentação de animais, pessoas, veículos e outros objetos contaminados pelo vírus. Pessoas que lidaram com animais doentes também podem transmitir o vírus por meio de suas mãos, roupas e calçados.

Prejuízos  A principal consequência da ocorrência da febre aftosa é econômica. Devido ao alto poder de difusão do vírus e aos impactos econômicos provocados pela doença, os países e áreas livres de febre aftosa estabelecem fortes barreiras à entrada de animais susceptíveis e seus produtos oriundos de regiões com febre aftosa.

Assim, basta apenas um foco desta doença (uma propriedade atingida) para haver restrição ao mercado internacional, e até mesmo ao mercado nacional, já que animais e produtos de origem animal ficam proibidos de serem comercializados para países livres ou áreas livres de febre aftosa.

Essas barreiras têm efeitos negativos sobre a pecuária e na economia do país, com graves consequências sociais.

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Área Livre

O Paraná é uma Área Livre de Febre Aftosa Com Vacinação, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE. Encontram-se nesta mesma condição sanitária outros 23 estados e o Distrito Federal.

Como combater a febre aftosa?

A vacinação tem papel fundamental na prevenção e erradicação da febre aftosa.

A forma mais eficiente, prática e barata de prevenção é por meio da vacinação dos bovinos e búfalos, durante as campanhas de vacinação que ocorrem a cada seis meses, sempre em maio e novembro. Na etapa de maio é obrigatória a vacinação dos bovinos e búfalos com idade até 24 meses. E na etapa de novembro, todos os bovinos e búfalos existentes na propriedade devem ser vacinados, inclusive os bezerros com poucos dias de vida.

Além da vacinação, outra estratégia fundamental é a vigilância sanitária, com destaque para o cadastramento do setor pecuário e o controle do trânsito de animais, visando impedir que animais contaminados entrem no estado. Por isso são feitas as fiscalizações do transporte animais.

Campanha de Vacinação Contra Febre Aftosa

No Paraná, é adotada a estratégia de vacinação semestral de animais com até 24 meses de idade e vacinação anual de animais com mais de 24 meses. Assim, as campanhas de vacinação têm o seguinte esquema de imunização:
Etapa de maio: são vacinados apenas bovinos e búfalos com até 24 meses de idade.

Etapa de novembro: vacinação de todos os bovinos e búfalos, de qualquer idade.

Com esta estratégia, os animais com até 24 meses são vacinados duas vezes ao ano e os acima de 24 meses, apenas uma vez.

Procedimentos na Campanha de Vacinação

  1. A próxima Campanha de Vacinação Contra Febre Aftosa ocorre no mês de maio. A vacinação e sua comprovação são obrigatórias. A comprovação deve ser feita até o dia 31 de maio nas Unidades Locais de Sanidade Agropecuária da ADAPAR ou pela internet acessando a página da ADAPAR (www.adapar.pr.gov.br)
  2. Na etapa de maio é obrigatório vacinar os bovinos e búfalos com até 24 meses de idade, incluindo os bezerros com poucos dias de vida.
  3. O produtor deve comprar a vacina nas casas agropecuárias. Ao comprar a vacina deve obter a Nota Fiscal de compra da vacina e o Comprovante de Vacinação e Atualização Cadastral.
  4. A dose da vacina é de 5 ml para todos os animais, independente do peso e tamanho. Só vacine bovinos e búfalos.
  5. Preencher o Comprovante de Vacinação e Atualização Cadastral, relacionando corretamente a quantidade de animais existentes e de animais vacinados, por sexo e por idade. A quantidade de animais relacionada no Comprovante será cadastrada na ADAPAR e, portanto, deve ser exatamente igual ao existente na propriedade. Assim, o produtor deve aproveitar a vacinação para contagem dos animais e, somente depois, preencher o Comprovante.
  6. Para fazer a comprovação da vacinação nas Unidades Locais de Sanidade Agropecuária: levar as duas vias do Comprovante de Vacinação e Atualização Cadastral e a Nota Fiscal da compra da vacina.
  7. Se mais de um produtor fizer a vacinação em conjunto, deve ser preenchido um Comprovante para cada produtor.
  8. Se o produtor tiver mais de uma propriedade, deve ser preenchido um Comprovante para cada uma delas.
  9. Se numa mesma propriedade tiver a criação de bovinos e búfalos, preencher um Comprovante para cada espécie de animal.
  10. Mesmo que o produtor não possua bovinos e búfalos na idade até 24 meses (com vacinação obrigatória), deverá entregar o Comprovante nas Unidades Locais para efeito de atualização cadastral na ADAPAR, relacionando os bovinos e búfalos acima de 24 meses de idade e as demais espécies animais.

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Recomendações:

a) Sempre conservar a vacina em local resfriado, na geladeira ou caixa isotérmica com gelo; nunca expor ao sol. Somente transportar a vacina da loja agropecuária até a propriedade em caixa isotérmica com gelo, mantendo-a refrigerada até o momento da aplicação.

b) Aplicar a vacina com agulhas e seringas bem limpas e desinfetadas para evitar contaminações (antes de usar, deixe a seringa e agulhas em água fervente por 10 minutos). Agite bem o frasco antes de usar. Aplique com calma a vacina nos animais.

c) A dose a ser aplicada é de 5 ml, para todas as idades, tamanho e peso do animal. Essa é a dose correta, nunca aplique menos do que essa dosagem.

d) Aplicar a vacina na tábua do pescoço, via subcutânea ou intramuscular. Evite aplicar no posterior (“traseiro”) do animal que é região de carne nobre.

e) Realizar a vacinação o quanto antes, não deixando para os últimos dias da campanha.

f) E também não deixar para comprovar nos últimos dias.

Obrigatoriedade da Vacinação e da Comprovação

A aquisição e aplicação da vacina contra a febre aftosa é de responsabilidade dos proprietários dos animais. A vacinação e a comprovação são obrigatórias, estando previstas em legislação estadual.
A não vacinação ou não comprovação implica em multa mínima de 10 UPF (Unidade Padrão Fiscal do Paraná), cujo valor em maio/2016 é de R$ 91,96, variando todo mês, podendo ser maior para rebanhos com mais de 10 cabeças, além de não poder transportar seus animais para qualquer finalidade.

Comprovação on line

O produtor pode realizar a comprovação da vacinação pela internet, acessando a página da ADAPAR (www.adapar.pr.gov.br). Será feita em duas etapas: 1°) cadastro da venda da vacina pelo revendedor e 2°) comprovação pelo produtor. Ao acessar o link na página da ADAPAR, haverá instrutivo sobre esta forma de comprovação.

O produtor somente conseguirá efetuar a comprovação pela internet após o revendedor também ter cadastrado a venda da vacina.

Atualização do Cadastro

Dados corretos no cadastro são fundamentais para a defesa sanitária animal, por isso o Comprovante de Vacinação e Atualização Cadastral é também utilizado para a atualização do cadastro do produtor no banco de dados da ADAPAR. Assim, todo proprietário de bovinos e búfalos é obrigado a informar a relação de todos os animais existentes na propriedade, preenchendo corretamente o comprovante.

Portanto, esse Comprovante deverá ser entregue mesmo que o produtor possua apenas bovinos e búfalos acima de 24 meses de idade (não obrigados à vacinação em maio).

Transporte de Animais

Importante: durante a campanha de vacinação, o transporte de bovinos e búfalos até 24 meses somente será autorizado após a realização da vacinação e da comprovação, tendo que aguardar o prazo previsto para movimentação, após a aplicação da vacina.

O Transporte de animais somente deve ser realizado com a GTA – Guia de Trânsito Animal. A GTA deve ser retirada para toda movimentação de animais (entrada e saída da propriedade), mesmo quando realizada dentro do mesmo município e entre vizinhos.

Rebanho Bovídeo do Paraná

Conforme dados obtidos na etapa de vacinação de nov/15, o Estado do Paraná possui um rebanho de 9,3 milhões de bovinos e búfalos, distribuídos em 187.794 explorações pecuárias.

A população bovina e bufalina com até 24 meses de idade é de aproximadamente 4,2 milhões de animais (44% do total existente).

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Qualquer dúvida, procure esclarecimento nas Unidades Locais de sua região:

Em GUAÍRA-PR está localizado na Rua Cel. Otávio Tosta, 401 – Centro – Fone: (44) – 3642-2235.

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Fonte: Francisco de Assis Fonseca Rodrigues Júnior / Fiscal de Defesa Agropecuária – Médico Veterinário  / Agência de Defesa Agropecuária do Paraná – ADAPAR – ULSA – GUAÍRA – PR

Fotos: Reprodução Google

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